A expectativa é que o leilão de concessão do canal de acesso ao complexo portuário de Santos, um dos maiores do País em movimentação de cargas, decida sobre a viabilidade desse modelo. Agentes do setor temem que novos custos de manutenção possam diminuir a lucratividade para os investidores.
Leilão de Santos: um termômetro para o mercado
A licitação está em preparação e será o ponto de parada estratégico para validar se o modelo, adotado inicialmente em Paranaguá (PR), é viável. Se a iniciativa do governo não funcionar na maior unidade portuária, dificilmente outras concessões seriam bem-sucedidas.
Risco da remuneração ligada ao volume de dragagem
O CEO do grupo MoveInfra, Ronei Glanzmann, destacou que a modelagem adotada pelo governo reduziu excesso de riscos associado à quantidade de sedimentos dragados, vinculando a remuneração dos concessionários à manutenção da navegabilidade. Mas há dúvidas sobre se isso será suficiente na prática.
Perguntas Frequentes
Qual é a expectativa do governo com relação ao leilão de Santos?
O governo espera que o sucesso na concessão de Santos sirva como um indicador importante para os futuros projetos e confirme se o modelo é viável e atrativo.
Como são estruturados esses contratos novos de canal de acesso?
Os contratos vinculam a remuneração aos níveis de navigabilidade dos canais, ao invés da quantidade de sedimentos dragados, reduzindo riscos associados à demanda e custos operacionais incertos.
No que se baseia o aumento do custo para os concessionários?
Agentes do setor apontam que essas concessões podem estar sujeitas a variáveis como assoreamento irregular ou eventos extraordinários hidrológicos, que afetariam significativamente os custos sem garantir um aumento proporcional em receitas.

