Mercados globais reagem à expectativa pelo payroll americano, novas pesquisas eleitorais e tensões geopolíticas nesta sexta-feira.

Os mercados financeiros iniciam esta sexta-feira em clima de expectativa com a divulgação do relatório de empregos, conhecido como payroll, nos Estados Unidos. Investidores em todo o mundo avaliam o cenário macroeconômico global enquanto monitoram desdobramentos políticos e corporativos de grande impacto.

No cenário nacional, a atenção dos agentes econômicos se divide entre o cenário fiscal, o mercado de câmbio e os recentes desdobramentos da corrida eleitoral que movimentam o noticiário político e econômico brasileiro atual. O mercado de juros e o Ibovespa operam sob forte influência desses fatores externos e internos decisivos para os negócios.

A análise detalhada dos mercados e a cobertura completa dos principais acontecimentos financeiros desta sexta-feira foram compiladas conforme informação divulgada por INFOMONEY.

Expectativa pelo payroll dos Estados Unidos e o mercado de trabalho

O relatório de emprego do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos deve apontar uma recuperação na abertura de vagas em agosto, com projeção de 56 mil novos postos de trabalho. Economistas estimam que a taxa de desemprego permaneça estável em 4,1%, refletindo um ritmo de contratação mais lento no país.

Enquanto isso, os índices futuros de Nova York operam de forma mista, com o Dow Jones Futuro em leve queda de 0,09% e o Nasdaq Futuro avançando 0,53%. O Federal Reserve monitora esses indicadores para definir os próximos passos da política monetária e a trajetória da taxa de juros americana.

Cotação do petróleo e desempenho das bolsas internacionais

Os preços do barril de petróleo recuam nesta sexta-feira, mas caminham para o maior ganho semanal desde julho devido às tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e o Irã. O petróleo Brent opera em baixa de 0,70%, cotado a US$ 94,85 o barril nos mercados internacionais.

Na Ásia, os principais índices fecharam majoritariamente em alta, impulsionados pelo forte desempenho na Coreia do Sul e pelo avanço do índice Nikkei 225 no Japão. Já na Europa, as bolsas operam de forma mista, destacando-se a alta de 7% nas ações da Volkswagen após anúncio de corte de custos.

Cenário político e corporativo no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu investigações rigorosas sem blindagem no caso envolvendo o banco Master e cobrou reformas profundas nos sistemas político e judiciário. No campo corporativo, a Brava Energia registrou queda de 1,2% na produção de agosto, impactada principalmente pelo campo de Papa-Terra.

Investidores também repercutem os dados da última pesquisa Datafolha, que apontou a redução da vantagem numérica do presidente Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. No setor do agronegócio, a BrasilAgro reportou prejuízo de R$ 13,9 milhões no quarto trimestre dasafra 25/26.

Perguntas Frequentes

O que esperar do Ibovespa e do dólar hoje?

Os ativos brasileiros acompanham o humor externo misto, a expectativa pelo payroll dos EUA e a repercussão da pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial.

Qual é a expectativa para o payroll dos Estados Unidos?

O mercado financeiro espera a criação de 56 mil vagas de emprego em agosto e a manutenção da taxa de desemprego em 4,1% nos Estados Unidos.

Como estão operando as bolsas internacionais hoje?

As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta, enquanto os mercados da Europa e os índices futuros dos Estados Unidos operam de forma mista.

Quais foram os destaques corporativos do dia no Brasil?

A Brava Energia registrou queda de 1,2% na produção de agosto e a BrasilAgro divulgou prejuízo de R$ 13,9 milhões no quarto trimestre.