Pesquisas eleitorais apontam disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro, alterando rumos da Bolsa e do dólar.

O mercado financeiro brasileiro iniciou o mês com expectativa de volatilidade devido às eleições, mas a cautela deu lugar ao otimismo após pesquisas mostrarem uma disputa acirrada entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. A reação positiva ganhou força com dados da Quaest e da BTG/Nexus, que indicaram empate e vantagem numérica da oposição no segundo turno, conforme informação divulgada por INFOMONEY.

Com a nova configuração nas intenções de voto, o Ibovespa avançou para os 189 mil pontos, enquanto o dólar registrou queda para R$ 5,08. As taxas do Tesouro Direto também operaram em baixa, demonstrando que o fator político interno sobrepôs-se temporariamente aos impactos de um cenário externo adverso, marcado pela alta dos rendimentos do Tesouro americano e do petróleo.

Gestoras de recursos e grandes bancos começaram a recalibrar suas estratégias para o Brasil. Casas como Quantitas Asset Management, Legacy Capital, Ibiuna e Verde apontam que a exposição ao país vem sendo ajustada de forma tática, utilizando opções na bolsa de Nova York e ações defensivas para capturar uma possível reprecificação dos ativos locais.

Reação da Bolsa e fluxo estrangeiro

O fluxo estrangeiro para a Bolsa voltou ao campo positivo na última semana, somando R$ 2,8 bilhões em compras líquidas e superando R$ 20 bilhões no acumulado do ano. O Bank of America elevou a recomendação para ações brasileiras de neutro para overweight, apostando em um corte mais acentuado da Selic para conter os impactos macroeconômicos.

Posicionamento no câmbio e juros

No mercado de câmbio, o JPMorgan destacou a dinâmica fiscal como principal preocupação e recomendou estruturas com opções para apostar na valorização moderada do real. Analistas do banco ressaltam que os títulos públicos já precificam com precisão os riscos eleitorais e o potencial de volatilidade.

Avaliação de gestoras sobre o cenário

A gestora RPS Capital destacou em carta a clientes que pequenas mudanças na percepção sobre crescimento e política podem gerar fortes fluxos para o país. Setores cíclicos e voltados para a baixa renda também entraram no radar de portfólios institucionais em busca de proteção e ganhos futuros.

Perguntas Frequentes

Por que os ativos brasileiros subiram com as eleições?

O mercado reagiu positivamente após pesquisas eleitorais mostrarem uma disputa mais acirrada e empate no segundo turno entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro.

Como o Ibovespa e o dólar reagiram ao cenário político?

O Ibovespa avançou para a faixa dos 189 mil pontos, enquanto o dólar registrou queda para R$ 5,08, impulsionados pelo otimismo dos investidores locais e estrangeiros.

Qual é a recomendação do Bank of America para a Bolsa?

O Bank of America elevou a recomendação para ações brasileiras de neutro para overweight, citando a expectativa de queda mais forte na taxa de juros Selic.